molares

Tecer dias em cantos de lábios e a surpresa súbita de se haver de dizer um sorriso, mais sincero, a um nome num eléctrico com paragem no final da rua. Criar entre os carris uma simetria igual a um desejo incontrolável por uma frase em descarrilamento. Enterrar na distância, o que gere o aperfeiçoamento entre as omoplatas, um sujeito gramaticalmente insuspeito; que, não obstante, trás em movimento o adjectivo mais recente deste século. Aquele que só viu crescer a castração das letras em favor da uniformalidade fonética de uma língua; esta, assim sabida, mantida reclusa sob a arcada dentífrica apenas equiparável aos destroços afilados das pedras em cujas catedrais jamais entraremos. O máximo da erosão pensado a partir dos molares cuja única finalidade é a de articular um futuro em cremação. O nós que se gere a partir da interrupção entre este dizer «aqui» ou, a oposição, «aqui já não».